quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SENIORES - SORTEIOS

Realizaram-se hoje os sorteios para o Campeonato Nacional da Terceira Divisão e Taça de Portugal de Futsal.
A sorte ditou que pela primeira vez vamos jogar em casa para a taça, o Ladoeiro recebe o SC Mineiro Aljustrelense, no dia 2 de Outubro.
Dia 9 de Outubro deslocamo-nos ao Cacém, para defrontar o C. Unidos do Cacém.
No dia 16 de Outubro recebemos a Granja do Ulmeiro.
Brevemente daremos mais notícias.
Pela ACDL, lutar... lutar... lutar....

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ÉPOCA 2010/2011

Iníciou esta Colectividade os trabalhos no dia 30 de Agosto tendo em vista a preparação da equipa senior, para participação na terceira divisão Nacional.
Com a maioria dos atletas a transitar da época passada, alguns regressos, mas também com algumas caras novas.
Brevemente será divulgada a constituição do plantel.
Pela ACDL, lutar, lutar, lutar......

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Táctica exige raciocinio

A táctica é diferente da técnica que é automática e o jogador executa os fundamentos sem pensar, pois os gestos técnicos (passe, chute, domínio, etc.) são realizados por reflexo, uma vez que estão sob o domínio da medula que controla os impulsos nervosos.
A táctica exige raciocínio, os jogadores tem que pensar naquilo que vão realizar em cada situação do jogo: os padrões de movimentos, os posicionamentos, as jogadas... não acontecem por reflexo, mas sim depois que o cérebro processou uma informação, racionalizou e decidiu executar uma acção.
Com efeito, ressaltamos a importância dos jogadores terem um perfeito conhecimento das suas funções e obrigações durante o transcorrer de uma partida de futsal. A táctica é planejada, estudada, organizada..., e quanto mais os jogadores estiverem cientes do que deles se espera, tanto mais eles se esforçarão para atingirem os objectivos traçados.

Muitos jogadores jogam futsal sem pensar, jogam apenas com o instinto, com suas habilidades técnicas que se tornaram automáticas. Muitos desses jogadores são de alto nível, entretanto, muitas vezes acontece que esses jogadores ao receberem uma função táctica a cumprir, tem seu rendimento diminuído. São jogadores que não foram devidamente orientados tacticamente e se tornaram acomodados para executar uma função táctica, principalmente quando se trata de marcação.
Aos técnicos, portanto, caberá está função de estimular os jogadores a pensar. Deve determinar algumas obrigações tácticas para serem cumpridas por eles e chamar a atenção deles quando não as cumprirem. Tanto técnico como jogadores devem estar cientes que o futsal é um esporte colectivo, e que, portanto, os jogadores devem jogar de maneira homogénea, sempre um ajudando ou corrigindo ou favorecendo o outro. Para que esta condição seja alcançada os jogadores tem que estarem o tempo todo concentrados e pensando no que fazer para cada situação do jogo.
As jogadas tácticas requerem uma óptima sintonia entre os jogadores que as executam, sendo que cada um terá uma importante função a ser cumprida, nem que seja apenas uma simples deslocação. Sempre haverá uma razão para executar uma função.
Ao pensar em executar um função o jogador estará pensando no exacto momento de um passe, de uma movimentação, para onde se deslocar afim de receber a bola, ou abrir um espaço para penetração de outro jogador, enfim deverá estar sintonizado com os demais jogadores de sua equipe e saber bem quais são as suas funções tácticas.
Todos os jogadores devem estar pensando a mesma coisa, todos devem se empenhar para que as jogadas tenham seu início, meio e fim conforme programado anteriormente. Todas as jogadas planejadas pela equipe devem obedecer a algumas normas de procedimento, por exemplo: toda jogada deve oferecer no mínimo duas opções para a sua execução; toda jogada deve levar em consideração o factor erro, ou seja, se por acaso a jogada não for concluída, por algum erro cometido ou no caso do adversário conseguir neutralizá-la, qual conduta os jogadores devem adoptar nessas situações. Observe que é de fundamental importância o jogador racionalizar para decidir executar uma acção já prevista no planejamento táctico, e assim não agir apenas instintivamente.
Ao evidenciarmos que a táctica exige raciocínio e que os jogadores devem estar concentrados e empenhados em cumpri-la fielmente, vale ressaltar que a capacidade técnica individual, assim como o poder de improvisação de alguns jogadores são factores de extrema importância para o fortalecimento de uma equipe e contribuem acentuadamente para uma resultado positivo no jogo.


PROF. DANIEL MUTTI

domingo, 1 de agosto de 2010

Linhas defensivas e corredores de marcação

Linhas de Marcação

Neste caso existem 3 linhas defensivas, a 1ª com um atleta a 2ª com dois atletas e a 3ª com um atleta (da esquerda para a direita, sentido oposto ao do ataque).


Corredor Esquerdo, Direito e Central

terça-feira, 27 de julho de 2010

Inicio de Época

Organização e Gestão do Processo de Treino de Futsal:

Planear o treino é obrigatório.

Serve para ver as dificuldades da equipa.

Evita contratempos.

É a ferramenta mais importante do treinador.



1.º Fazer Diagnostico da Equipa:

- Como é constituída a equipa
- Qual o material de treino
- Qual será a equipa de trabalho
- Quais as condições de trabalho

2.º Descrição do modelo futuro:

- Construção de modelo de jogo
- Traçar objectivos
- Definir treinos

3.º Elaboração do Programa de acção (execução):

Planos de treinos:
- 1. Físicos
- 2. Técnicos
- 3. Tácticos

Acompanhamento:

- Controlar os progressos da equipa
- Verificar erros e virtudes da equipa
- Solução dos problemas

5.º Logísticos:

- Transportes
- Documentação
- Aquisição de material de treino

6.º Estruturais:

- Condição do Clube
- Verificação de erros
- Solução dos problemas

7.º Calendário escolar ou actividades profissionais:

- Organização de treinos
- Organização de jogos particulares
- Organização das horas escolares
- Organização de horas profissionais

8.º Objectivos individuais:

- Verificar conflitos
- Verificar atletas que estão a estragar a equipa
- Solução dos problemas

9.º Quadro Humano:

- Ter uma boa equipa de trabalho
- Fazer reuniões com a mesma equipa semanalmente

10.º Calendário competitivo:

- O planeamento dos treinos terá de estar de acordo com o calendário.
- Pré Época antes do 1.º jogo.
- Se houver paragens de calendário, nunca quebrar a rotina

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Treino Psicológico

O Treino Psicológico


Num nível competitivo como o que impõe o futebol sala de alto rendimento, estão patentes as exigências técnicas, tácticas e físicas que se pedem aos jogadores.
Por isso, parece óbvio, que os técnicos devam esforçar-se em estudar e aplicar sistemas de treinamento que melhorem as ditas qualidades em seus planteis.
Os treinadores rodeiam-se de segundos treinadores, preparadores físicos, fisioterapeutas e médicos do desporto para trabalhar em equipa, e não deixar ao azar nenhum destes aspectos.

Sem desprimor, há um aspecto muito importante que quase nenhuma equipa de futsal prepara e que, ironicamente, se lhe atribui como uma das características diferenciais dos grandes desportistas: o aspecto psicológico.
O jogador de futsal, pelo facto de ser desportista, vê-se submetido a grande número de situações para as quais não se prepara especificamente (incerteza no que respeita ao seu futuro profissional, contínuas mudanças de residência, estilo de vida atípico, exigências físicas, pressão social e familiar, imprensa, relação com os companheiros, o treinador e os directivos, grandes sacrifícios pessoais,...). Por outro lado, o futsal, pelas suas características próprias, também dispões situações potencialmente interessantes que podem desestabilizar mentalmente os jogadores: alto nível da LNFS, a teórica superioridade ou inferioridade de um rival, mudanças de resultado a favor ou contra e suas consequências, erros não forçados, actuação pessoal, decisões do treinador, cronómetro, decisões arbitrais, faltas, o duplo penalty...
Aspectos como a motivação, concentração, autoconfiança, autocontrole emocional, coesão de equipa, etc.; factores chave para todos os especialistas do mundo do desporto afastarem o azar.
São considerados por muitos como capacidades inatas, inamovíveis e próprias somente dos grandes desportistas ou, no limite, dos mais veteranos.
Ao contrário destas opiniões, está demonstrado pela experiência que um bom treinamento psicológico, dirigido por um psicólogo, especialista em psicologia do desporto, pode permitir que o desportista renda o máximo das suas possibilidades reais, evitando que estados de nervosismo nos momentos críticos, perdas de concentração, baixa autoconfiança e motivação, etc. limitem as suas actuações em competição e nos treinos, baixando o seu potencial.
Mediante o estabelecimento de objectivos, técnicas de activação e relaxação, restruturação cognitiva, visualização, técnicas de concentração ou "biofeedback", praticados de forma sistemática como complemento do treino desportivo, o jogador adquire ou potencia habilidades psicológicas para enfrentar de forma óptima as situações desportivas, melhorando o rendimento e o bem estar do desportista até ao máximo das suas potencialidades técnicas, tácticas e físicas.
O treino psicológico pressupõe um apoio para o treinador de futsal que não quer sentir-se indefeso ante possíveis bloqueios mentais dos seus jogadores nos momentos cruciais.
Em numerosos países, diferentes desportos usam desde há muitos anos este tipo de treinamento com grandes resultados ao mais alto nível desportivo.
O futsal não pode atrasar-se neste aspecto fundamental para o rendimento.

FASES DO TREINO PSICOLÓGICO:

- INTRODUÇÃO e FAMILIARIZAÇÃO
- AVALIAÇÃO INICIAL
- DEFINIÇÃO de OBJECTIVOS
- PLANIFICAÇÃO e SEQUENCIAÇÃO de TÉCNICAS
- TREINO e APLICAÇÃO de TÉCNICAS
- AVALIAÇÃO de RESULTADOS e SEGUIMENTO

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A formação e a construção do padrão de jogo no Futsal

A formação das equipes de futsal
A construção do padrão de jogo


Durante décadas o futsal (especialmente quando era denominado futebol de salão) viveu em função do talento individual dos atletas sem grandes preocupações quanto a evolução tática.
A natureza muitas vezes estática de algumas posições em quadra, contribui em muito para este quadro, no qual existiam poucos esquemas táticos (2x2, 2x1x1 e 3x1) e a maioria das variações em cima destes esquemas se devia ao talento excepcional de algum atleta do elenco.
O panorama começou a mudar no final da década de 80 do século XX, quando a criação do futsal pela FIFA, estimulou a participação em massa dos países europeus em competições de futsal da referida associação. Como a diferença técnica ante os sul-americanos era sensível a maioria dos "novos" praticantes, começou a estudar taticamente o futsal com base não só em suas equipes, mas também no padrão de jogo adversário.


Com isto surgiram os sistemas 4x0 e 5x0, sendo que o sistema 4x0 foi uma invenção de um técnico brasileiro em ação da liga espanhola de futsal. Já o 5x0 é mais uma variação deste utilizando a figura do goleiro-linha (um goleiro que possui uma habilidade ou dominio dos fundamentos dos jogadores de linha em bom nivel).

As evoluções táticas decorrem em sua maioria de observações ou inovações táticas de técnicos estudiosos, preocupados com algum aspecto no qual suas não estão executando devidamente. Este aspecto tático pode ser defensivo ou ofensivo, utilização ou não de uma inovações tática dependerá praticamente das limitações a nivel tático da equipe e do potencial criativo do técnico. As funções em quadra podem exercer um papel de fator limitante das variações táticas quando se tenta realizar uma modificação no padrão de jogo desenvolvido até então pela equipe, este empecilho para uma técnico limitado pode fazer com que ele acredite serem impossíveis as alterações por ele propostas.

Neste instante é que o técnico deve de se utilizar de procedimentos pedagógicos para diagnosticar e realizar o processo de aprendizado progressivo das movimentações táticas que passarão a constituir o proprio padrão de jogo da equipe ou uma variação dentro do mesmo.

O principal problema é que se condicionou as equipes a terem um padrão de jogo e jogadas tidas como "ensaiadas" (ou movimentações especificas) só para determinadas situações no decorrer da partida (faltas, tiro de canto ou reposição lateral de bola). Isto faz com que se perca uma condição impar de promover o aumento da capacidade de variação tática da equipe. Pois se o técnico tiver treinado por exemplo pelo menos cinco movimentações táticas diferentes para situações corriqueiras durante a partida (saída de bola, tiro de meta, sofrendo marcação sobre pressão, zona ou mista, substituições táticas etc.) ou visando explorar um talento excepcional presente na equipe. Quando este trabalho é realizado muitas vezes, observamos um técnico que não "vibra" com sua equipe em quadra ou parece apático no jogo. Isto porque as modificações na maneira de atuar da equipe se processam com um único gesto do técnico ou com uma simples substituição.

O repertorio tático da equipe é tão variado que não necessita daquela visão estereotipada do técnico gritando a beira da quadra orientando ou reclamando com a sua equipe. Uma vez que a movimentação adequada para a situação em quadra já foi treinada e os atletas a executam sem a intervenção do técnico, bastando para este se necessário pedir o tempo técnico para efetuar as correções no padrão de jogo ou alguma falha na atuação de sua equipe.

Aqueles que assistiram os dois últimos jogos da seleção espanhola contra o selecionado brasileiro, perceberam uma mudança no modo de atuar da primeira em comparação a final do Mundial realizado na Espanha em 1996. Muito disso se deve ao fato do técnico espanhol ter analisado o padrão de jogo brasileiro, elaborado um padrão de jogo que anulasse os pontos fortes do adversário e atuasse explorando as deficiencias do mesmo. Tarefa até certo ponto facilitada pelo fato de apesar de ter mudado três vezes de treinador desde aquela final o padrão de jogo do selecionado brasileiro se manteve praticamente o mesmo.

Metodologia para construção do repertório tático

O primeiro passo para a construção de um repertório tático é a seleção por parte do técnico das movimentações que ele deseja ver sua equipe executando em quadra. Ele deve se certificar que os jogadores a sua disposição são ideais para execução das movimentações ( de nada adianta treinar as movimentações, que envolvem ações em velocidade pelas alas, se o ala não tem na capacidade física velocidade um dos seus pontos fortes ).

Depois da seleção deve-se começar a fase de "mecanização" da movimentação tática, para tanto o técnico tem de dispor de tempo hábil para tal tarefa, não serão dois ou três dias de treinamento que farão sua equipe realizar as movimentações pretendidas. O prazo minimo que aconselho são três a quatro semanas, realizando a "mecanização" da movimentação tática pretendida, mas sem repetir todos os dias as mesmas movimentações. O processo se desenvolverá da seguinte maneira:

Visualização;
Execução;
Racionalização;
Fixação.

Autor: Ailson Santana